14 de fev de 2011

Ronaldo Fenômeno


No dia 8 de março de 2009, Ronaldo marca pela primeira vez com a camisa do Corinthians. Mas não se trata de um gol qualquer: é o empate, aos 47 minutos do segundo tempo, no clássico contra o Palmeiras. A torcida vibra, o Fenômeno comemora, o alambrado cai. E aí, quem havia esquecido, logo lembra: ele tem estrela! Estrela que, nesses dois anos de Corinthians, brilhou demais por baixo do manto alvinegro e rendeu ao clube os títulos do Paulistão e da Copa do Brasil de 2009.

É verdade, o restante da trajetória de Ronaldo no Corinthians não foi o que todos esperavam. E, mesmo assim, foi especial. Afinal, nem o mais otimista dos corintanos poderia imaginar que um dia veria o Fenômeno vestir a camisa alvinegra. Mas o que nem chegou a ser sonho se tornou realidade e o que ele fez pelo clube está para sempre registrado na história.

A parceria entre Fenômeno e Timão não foi perfeita. Mas Ronaldo entendeu o que é o Corinthians, vestiu e honrou a nossa camisa. E, acima de tudo, o Corinthians entendeu o que é o Ronaldo. Por isso, é tão triste dizer que essa história não teve um final tão feliz, regado à títulos e glórias, como o Fenômeno merecia. Mas prefiro pensar que é só porque talvez esse não tenha sido o final...

6 de dez de 2010

Centenada?

Se há exatos 3 anos e 4 dias, os corintianos choravam pelo rebaixamento, hoje lamentamos por ter deixado campeonato Brasileiro escapar por tão pouco. Mas se algo pode nos consolar é que temos a certeza de que conquistar o título dependia apenas de nós mesmos. Lutamos até o fim, com a garra e determinação de sempre, no entanto, às vezes, não é suficiente.

Eu não sei como é torcer para outro time. E acredito que a maioria dos torcedores dos outros clubes também não saiba o que é ser corintiano. E, talvez por isso, eles não entendam que, para nós, o fato de não conquistar um título no ano do centenário não é o fim do mundo.

Claro que poderia ser diferente. Podíamos ter vencido o Flamengo pelas oitavas-de-final da Libertadores e ter, quem sabe, conquistado o título que tanto almejamos. Poderíamos ter passado mais duas rodadas com Mano Menezes e, de repente, em dois jogos, ter marcado os pontos que nos faltaram ao final do campeonato. Ou ainda, poderíamos ter vencido o Vitória há duas semanas e, assim, teríamos mais chances de sermos os mais novos pentacampeões do Brasil no último domingo.

Muitas coisas poderiam ter sido diferentes. Mas não vale a pena enumerar cada uma delas... Porque o orgulho de ser corintiano, a coragem de acreditar até o fim e o amor incondicional à camisa... isso, jamais poderia ser diferente. Porque aqui é Corinthians no tudo e no nada.

21 de out de 2010

Noir

Already missing you...

Parece que foi outro dia que nós fomos até o pet shop e, com seu olhar desesperado, você convenceu a mamãe de que, naquela pequena jaula que dividia com um gatinho branco, a melhor opção era você - mesmo com o rabinho curto e torto. Em seguida, viemos para casa e, assustado, você se enfiou debaixo da geladeira e de lá não quis mais sair.

Alguns dizem que os animais não têm personalidade. Mentira. Você, além de ser o gordinho da família - até a Meg aparecer -, sempre foi o líder, sério e arisco. Quantos arranhões e mordidas você não me deu? Quantas vezes eu tentei fazer você ronronar para mim, sem sucesso? No entanto, com o tempo, você mudou e de sério e arisco passou a dócil e carinhoso.


Há 14 anos... nós dois tão pequenininhos, e eu já te apertando :')

Vou sentir saudades dos seus miados, que eram mais expressivos do que as palavras de muita gente. Vou sentir saudades do seu olhar assustado e, às vezes, até questionador. Vou sentir saudades do seu ronronar, alto e contagiante. Vou sentir saudades de pegar você no colo e te apertar até você me olhar com cara de"poucos amigos". Vou sentir saudades... na verdade, já estou sentindo. Porque, realmente, a melhor opção era você.

Heaven sends and heaven takes.

31 de ago de 2010

100 anos


Dizem que ser corintiano é diferente. Mas eu não posso concordar. Não porque não acho que seja e, sim, porque, desde que me conheço por gente, nunca amei outro time que não o Corinthians. Nunca sorri, chorei e vibrei por outra camisa que não a alvinegra.

A verdade é que é quase impossível encontrar palavras que descrevam a sensação de torcer para o Timão. É um orgulho que não se mede em títulos. Uma paixão que não se abala com derrotas. E um amor muito maior do que todas as glórias.

Fazer parte de uma das maiores torcidas do Brasil é ser sempre um pouco mais em tudo. Mais feliz. Mais triste. Mais derrotado. Mais vitorioso. Mais chato. Mais fanático. Mais louco. E, entre tantos "mais", ser corintiano é, acima de tudo, ser mais FIEL.

No final das contas, então, será que ser corintiano é realmente diferente? Continuo sem saber. Só sei que o simples fato de ser parte dessa nação me faz sentir especial. Sem razões ou explicações. Apenas faz.

11 de ago de 2010

Razão

Precisei de olhos ardidos e inchados para enxergar que a vida não é feita de vontades. E, sim, de razões.

Para controlar os seus impulsos. Para tomar as decisões certas. Para consertar as atitudes erradas. Para mudar os discursos repetitivos. Para estar satisfeito. Para mudar. Para tentar. Para continuar. Para parar. Para querer. Para começar. Para acabar.

Talvez, a única coisa que não exija razões, e apenas vontade, seja o amor. E ainda assim, estamos sempre procurando por elas em tudo que amamos ou pensamos amar. Porque talvez esta seja a única - e, no meu caso, última - razão para continuar tentando.

18 de jul de 2010

3


O tempo transforma momentos simples em lembranças eternas e lágrimas de dor em saudade sem fim. Uma parte de mim, a que se foi com você, será sempre triste por não te ter mais por perto. Mas a outra é feliz por ter vivido tantas coisas boas ao seu lado.


"Please let me explain, I never meant to cause you sorrow or pain. So let me tell you again and again and again: I love you, now and forever"

13 de mai de 2010

Saudades

O ano de 2006 foi um dos mais importantes para mim. Nada de especial aconteceu. Não casei, não morri, não nasci, não tive filhos, nem sequer mudei de casa. Mas algo dentro de mim mudou. Na verdade, muitas coisas mudaram. Passei a me conhecer e a reconhecer minhas vontades. Vi meus defeitos e qualidades com meus próprios olhos e comecei até a gostar mais de mim assim. Livre, auto-suficiente, sozinha na medida certa. Incompleta, mas feliz. Com mais assuntos pendentes do que resolvidos e, mesmo assim, leve.

De uns tempos pra cá, no entanto, não me sinto mais assim. Não gosto mais tanto de mim. Não sou tão livre, nem auto-suficiente. Estou na medida errada de solidão. Com mais assuntos resolvidos do que pendentes e, mesmo assim, dona de uma angústia sem fim. Por que? Não sei.

Saudade... às vezes, eu queria voltar pro tempo em que eu era melhor, mesmo achando que estava na pior.